Olá, Ana.
Meu nome é Luis Roberto. Sou doutor e dono de uma clínica psiquiátrica no Rio de Janeiro. Pesquisando alguns dados de um funcionário aqui da clínica, deparei-me com seu anúncio sobre o seu irmão Theo. Após checar alguns detalhes e se a informação era verídica, resolvi redigir-lhe esta carta.
Theo foi meu paciente e hoje trabalha em minha clínica. Eu e minha equipe o encontramos junto com uma moça chamada Carmem, vivendo como andarilhos. Ambos diziam que sofriam de amnésia, mas sabia que estavam sendo perseguidos. Após conversarmos com os dois, os conduzimos até a clínica, fizemos exames, e constatei que Theo sofria de esquizofrenia; Carmem, de psicopatia.
Por segurança, encaminhei Carmem para outra instituição, especializada no seu caso. Theo, por sua vez, permaneceu em minha clínica, dando início a um longo tratamento, com muitos altos e baixos. No princípio, Theo se mostrou muito agressivo e não estava reagindo bem ao tratamento. Tentou fugir algumas vezes, pois afirmava que uma corporação o estava perseguindo.
Após meses de tratamento, Theo começou a reagir; sua memória "voltava" a cada dia de terapia. Descobri em Theo uma sensibilidade e inteligência ímpares. Mas, ao longo desse tratamento, houve uma recaída que considerei a mais grave.
Com a notícia de que Carmem havia cometido suicídio, Theo ficou muito abalado e, em uma noite, tentou o suicídio também. Por sorte, minha equipe fez um exímio trabalho e o salvou; após seis meses de internação (Theo cortara os pulsos), ele voltou ao tratamento, agora com muita vontade de melhorar.
Após três anos desse tratamento, Theo sentiu vontade de estudar e começar uma nova vida. Ele estudou e formou-se técnico em enfermagem; com isso, o convidei para trabalhar em minha equipe.
Mesmo estando feliz e progredindo a cada dia mais com o tratamento, Theo ainda sente falta das pessoas que ama. E com dados de seus depoimentos das terapias, mais a ajuda de amigos, encontrei o anúncio do desaparecimento de Theo.
Gostaria muito que você e seus pais viessem ao encontro do rapaz, pois isso poderia preencher uma lacuna na nova vida dele. Espero ansioso por um retorno!
Atenciosamente,
Dr. Luis Roberto Fontoura.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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Não consegui formatar direitinho...
ResponderExcluirFicou muito junto ¬¬
Olá, Mari.
ResponderExcluirPrimeiramente, gostaria de dizer que gostei muito do teu texto.
Não consegui encontrar nem um erro evidente, a não ser na parte em que diz: "mas sabia que estavam sendo perseguidos."
Acho que tu quisestes dizer "mas sabiam" (pois tratavam-se de duas pessoas). Contudo, creio que foi apenas um erro na hora de digitar.
O fato da carta só ter sido escrita depois de anos do desaparecimento de Théo foi um dado que diferenciou o teu texto dos demais.
Só acho que o texto ficou dividido em parágrafos muito pequenos, sem real necessidade. O 4º e 5º parágrafo, por exemplo, poderiam ser um só, já que um dá continuidade ao outro.
Mas, num todo, o teu texto está muito bom. Meus parabéns!
Um abraço!
Karen Soares
Também gostei bastante do texto, achei que ela soube utilizar bem o que aprendemos em aula..
ResponderExcluirè isso ai menina...
Um abraço Jaqueline.
Obrigada meninas :)
ResponderExcluirPois é,eu tenho uma certa dificuldade com parágrafos, creio que vou ter que me interar mais disso.
E sobre o erro de concordância do "sabia" realmente, foi erro na digitação.
Obrigada pelos toques aí Abraços!
Parabéns pela postagem do texto: ele motivou tuas colegas.
ResponderExcluirProfª Cláudia