Todo dia é uma pisada aqui, outra acolá, um pano molhado para disfarçar a sujeira ou uma encerada para brilhar. É uma correria diária dos pés do Samuca e ele inteiro sobre mim. Mas noite passada foi uma tortura de quilos. Caiu um, por cima outro e enfim mais um. Aguentei, né. Fazer o que, fui projetado para aguentar mesmo. O que não entendi foi quando caiu a arma em mim, também. Só senti seu peso, não escutei barulho algum, porque não escuto. Porém, entendi quando um homem levantou, uma mulher nua, nuinha também e Samuca, morto, pobrezinho.
Bruna Pires do Rosário
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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